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1
Moisés disse ao povo: — O SENHOR, nosso Deus, vai acabar com os povos que moram na terra que ele vai dar a vocês. Vocês os expulsarão e ficarão morando nas cidades e nas casas deles.
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2
[2-3] Então dividam o país em três partes e em cada uma delas escolham uma cidade para onde seja fácil fugir. E qualquer homem que tenha matado alguém poderá ir para uma daquelas cidades, e ali ninguém poderá matá-lo.
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3
[2-3] Então dividam o país em três partes e em cada uma delas escolham uma cidade para onde seja fácil fugir. E qualquer homem que tenha matado alguém poderá ir para uma daquelas cidades, e ali ninguém poderá matá-lo.
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4
— Se um homem, sem querer ou por engano, matar alguém que não era seu inimigo, poderá fugir para uma dessas cidades, onde ninguém poderá matá-lo.
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5
Por exemplo, dois companheiros entram no mato para cortar lenha. Um deles, ao cortar uma árvore, dá um golpe tão forte com o machado, que o ferro salta do cabo e bate no companheiro, e ele morre. Então aquele homem irá para uma dessas cidades, e ali ninguém poderá matá-lo.
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6
Ora, se houvesse somente uma cidade para fugitivos, ela poderia estar tão longe, que o parente encarregado de vingar aquela morte teria tempo de pegar aquele que matou o companheiro. E o parente estaria tão furioso, que mataria o homem, embora este não merecesse a morte, pois foi sem querer que matou o companheiro.
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7
Portanto, eu ordeno que escolham três cidades para fugitivos.
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8
— Se o SENHOR, nosso Deus, lhes der mais terras, conforme jurou aos nossos antepassados, e der a vocês toda a terra que prometeu a eles,
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9
então escolham mais três cidades para fugitivos. (Deus lhes dará mais terras se vocês obedecerem a todos os mandamentos que estou dando a vocês hoje, se amarem o SENHOR, nosso Deus, com todo o coração e se nunca se desviarem dos caminhos que ele mostra.)
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10
Se escolherem mais essas cidades para fugitivos, então não morrerá nenhum homem inocente na terra que o SENHOR Deus lhes está dando, e vocês não serão culpados da morte de homens inocentes.
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11
— Mas pode acontecer que um homem tenha ódio de outro. Ele fica de tocaia e ataca e mata o inimigo. Aí ele vai para uma dessas cidades a fim de não ser morto.
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12
Nesse caso, os líderes da cidade em que ele mora mandarão buscá-lo e o entregarão ao parente encarregado de vingar aquela morte, e o criminoso será morto.
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13
Não tenham dó nem piedade. Tirem do meio de Israel o criminoso a fim de que tudo corra bem para vocês.
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14
— Não mudem de lugar os marcos de divisa do terreno do vizinho. Elas foram colocadas há muito tempo na terra que o SENHOR, nosso Deus, está dando a vocês.
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15
— Quando alguém for acusado de ter cometido um crime, seja qual for, uma testemunha não basta; é preciso ter pelo menos duas testemunhas para confirmar uma acusação.
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16
Se uma testemunha falsa acusar alguém de ter cometido um crime,
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17
o acusador e o acusado irão ao lugar de adoração e ali apresentarão o caso aos sacerdotes e aos juízes que estiverem julgando naquele tempo.
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18
Estes examinarão o caso com todo o cuidado, e, se for provado que o homem deu testemunho falso contra o seu patrício israelita,
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19
será condenado, e o castigo dele será o mesmo que ele queria para o outro. Assim vocês tirarão o mal do meio do povo.
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20
Todo o povo de Israel saberá do que aconteceu; todos ficarão com medo, e ninguém se atreverá a praticar uma ação tão má no meio do povo.
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21
Não tenham dó nem piedade; o castigo será vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.
Recurso de Estudo
Versículos 1-13: As cidades de refúgio; o homicida; o assassino; 14: Os limites não devem ser ajudados; 15-21: O castigo dos falsos testemunhos.
Vv. 1-13. Aqui é estabelecida a lei que julga o sangue do assassinado e o do homicida; faz-se provisão de que as cidades de refúgio sejam uma proteção, para que o homem não morra por causa de um crime que não tenha sido intencional. Em Cristo, o Senhor que é a nossa Justiça, é dado refúgio a todos os que por fé aproximam-se dEle. Porém, não há refúgio em Cristo para os que pecam voluntariamente, que prosseguem em suas transgressões. os que abandonam seus pecados e entregam-se a Cristo encontrarão a salvação nEle; porém, não será assim com os que esperam que Cristo os proteja, enquanto vivem deliberadamente em pecado. V. 14. São dadas instruções para que sejam fixados os limites em Canaã. A vontade de Deus é que cada um de nós conheça os seus próprios limites; e devem ser utilizados os meios adequados para que não se faça ou sofra o mal. Este é sem dúvida um preceito moral que ainda está em vigor. Que cada homem se contente com a sua própria fortuna, e seja justo com o seu próximo em todas as coisas.
Vv. 15-21. Nunca deve ser dada uma sentença com base no testemunho de uma única pessoa. A falsa testemunha deve sofrer o mesmo castigo que pensou infligir à quem acusou. Nenhuma lei poderia ser mais justa. Que todos os cristãos não somente sejam cautelosos ao dar testemunho em público, mas também tenham o cuidado para não se unirem às calúnias; e que todo o que for acusado por sua consciência de ter cometido delitos, fuja sem tardança e refugie-se na esperança que está posta diante de si em Jesus Cristo.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público