• 1 Moisés disse ao povo: — A tribo de Levi não receberá terras em Canaã, como as outras tribos. Portanto, os sacerdotes levitas receberão a sua parte dos sacrifícios oferecidos a Deus.
  • 2 Eles não terão terras; conforme o SENHOR Deus prometeu, a parte dessa tribo é o direito de os homens servirem como sacerdotes do SENHOR.
  • 3 — Quando alguém oferecer touros ou bodes em sacrifício a Deus, os sacerdotes receberão o quarto dianteiro, as queixadas e o bucho.
  • 4 Receberão também o que for colhido ou preparado primeiro, sejam cereais, ou vinho, ou azeite, ou lã.
  • 5 Pois o SENHOR, nosso Deus, os escolheu entre todas as tribos de Israel para que eles e os seus descendentes o sirvam como sacerdotes para sempre.
  • 6 — Se um levita que estiver morando numa das cidades de Israel desejar ir ao lugar de adoração escolhido pelo SENHOR Deus, poderá ir quando quiser.
  • 7 Ele servirá como sacerdote do SENHOR, nosso Deus, como fazem os outros levitas que estão ali.
  • 8 E receberá a mesma quantidade de alimentos que os outros sacerdotes recebem; além disso, poderá ficar com tudo o que a sua família mandar.
  • 9 — Quando vocês tomarem posse da terra que o SENHOR, nosso Deus, está dando a vocês, não imitem os costumes nojentos dos povos de lá.
  • 10 Não ofereçam os seus filhos em sacrifício, queimando-os no altar. Não deixem que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tiram sortes; não tolerem feiticeiros,
  • 11 nem quem faz despachos, nem os que invocam os espíritos dos mortos.
  • 12 O SENHOR Deus detesta os que praticam essas coisas nojentas e por isso mesmo está expulsando da terra esses povos, enquanto vocês vão tomando posse dela.
  • 13 Em todas as coisas sejam fiéis ao SENHOR, nosso Deus.
  • 14 Moisés disse ao povo: — Os povos da terra que vai ser de vocês seguem os conselhos dos que adivinham o futuro e dos que tiram sortes; mas o SENHOR, nosso Deus, não quer que vocês façam isso.
  • 15 Do meio de vocês Deus escolherá para vocês um profeta que será parecido comigo, e vocês vão lhe obedecer.
  • 16 Lembrem que naquele dia em que estavam reunidos ao pé do monte Sinai, vocês oraram ao SENHOR assim: “Ó Deus, não nos obrigues a ouvir de novo a tua voz, nem a ver outra vez este grande fogo, para que não morramos.”
  • 17 Então o SENHOR me disse: “Esse pedido do povo é justo.
  • 18 Do meio deles escolherei para eles um profeta que será parecido com você. Darei a esse profeta a minha mensagem, e ele dirá ao povo tudo o que eu ordenar.
  • 19 Eu castigarei quem não obedecer às ordens que esse profeta der em meu nome.”
  • 20 E Moisés continuou dizendo ao povo: — O SENHOR disse também: “Se um profeta tiver o atrevimento de dar uma mensagem em meu nome, quando eu não lhe tiver dito nada, ou se ele falar em nome de outros deuses, deverá ser morto.”
  • 21 Mas vocês vão ficar pensando assim: “Como é que vamos saber que aquilo que o profeta diz não é mensagem de Deus, o SENHOR?”
  • 22 Fiquem sabendo que, se um profeta falar em nome de Deus, mas se o que disser não acontecer, então o que disse não foi mensagem de Deus. Esse profeta foi atrevido, e vocês não precisam ter medo dele.

Versículos 1-8: Uma cláusula sobre os levitas; 9-14: Evitar as abominações dos cananeus; 15-22: Cristo, o Grande Profeta.

Vv. 1-8. Toma-se o cuidado de que os sacerdotes não se enredem nos assuntos desta vida, nem se enriqueçam com os bens deste mundo, pois têm coisas melhores com que se preocupar. Igualmente toma-se o cuidado de que não lhes faltem o conforto e as vantagens desta vida, o povo deve prover para eles, os que possuem o benefício de participar das assembléias religiosas solenes, devem ofertar para o sustento conveniente dos que ministram em tais assembléias.

Vv. 9-14. Seria possível que um povo tão abençoado por Deus com as instituições divinas, estivesse sempre correndo o risco de converter em seus mestres aqueles a quem Deus havia feito que fossem seus prisioneiros? Corriam este perigo; portanto, após muitas advertências, foram incumbidos de não andarem conforme as abominações das nações de Canaã. Ficam aqui proibidos todo o reconhecimento de dias de boa ou má sorte, todo o encantamento para a busca da cura de enfermidades, todos os amuletos ou conjuros para tentar evitar o mal, lançar sortes, etc. Todo este procedimento é tão mau que se tornou a principal causa dos cananeus serem desarraigados. É assombroso pensar que existem falsários deste tipo em uma terra, e em uma época de clareza como a que vivemos. São simples impostores que cegam e enganam os seus seguidores.

Vv. 15-22. Esta é uma promessa acerca de Cristo, a qual promete a vinda de um profeta maior do que todos os profetas; através dEle, Deus se dará a conhecer, bem como a sua vontade, para com os filhos dos homens, e de forma plena. Ele é a luz do mundo (Jo 8.12). Ele é o Verbo através do qual Deus fala conosco (Jo 1.1; Hb 1.2). Quanto ao seu nascimento, Ele será um daqueles de sua nação. Em sua ressurreição, será exaltado em Jerusalém, e, a partir daí, a sua doutrina deve ser divulgada por todo o mundo. Deste modo, tendo ressuscitado o seu Filho, Jesus Cristo, Deus o enviou para nos abençoar. Ele deveria ser como Moisés; porém, superior a este. Ele já veio, é Jesus Cristo, "o profeta que devia vir", e não temos que esperar por outro. A visão de Deus não aterroriza e nem surpreende, mas nos anima. Fala com afeto paternal e autoridade divina. Quem se nega a escutar Jesus o fará para seu próprio mal, pois Ele, que é o Profeta, será o Juiz (Jo 12.48). Ai! Então, dos que se recusam a escutar a sua voz e aceitar a sua salvação, ou prestar obediência às suas ordens! Porém, bem-aventurados são os que nEle confiam e lhe obedecem. Ele os conduzirá pelas sendas da segurança e da paz, até que os introduza na terra de perfeita luz, pureza e felicidade. Aqui existe uma advertência contra os falsos profetas. Faz parte de nosso dever termos um critério para colocarmos à prova a palavra que ouvimos, a fim de sabermos se esta palavra é ou não a que o Senhor tem dito. Podemos ter certeza de que tudo o que se opõe ao sentido claro da Palavra escrita, ou o que dê favor ou estímulo ao pecado, não foi dito por Deus.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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