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1
Ó Deus, tu nos abandonaste, tu nos espalhaste, tu te desagradaste; ó, torna-te a nós novamente.
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2
Tu fizeste a terra tremer; tu a quebraste. Cura as suas brechas, pois ela treme.
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3
Tu mostraste ao teu povo duras coisas; tu nos fizeste beber o vinho da perplexidade.
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4
Tu deste uma bandeira para os que te temem, que ela possa ser exibida por causa da verdade. Selá.
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5
Que os teus amados possam ser libertos; salva com a tua mão direita, e ouve-me.
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6
Deus falou em sua santidade: Eu me regozijarei, dividirei Siquém e medirei o vale de Sucote.
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7
Gileade é minha, e Manassés é minha; Efraim também é a força da minha cabeça; Judá é meu legislador.
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8
Moabe é minha bacia de lavar, sobre Edom lançarei minha sandália; Filístia triunfa por minha causa.
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9
Quem me trará para dentro da cidade forte? Quem me guiará para Edom?
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10
Não serás tu, ó Deus, que nos abandonaste? E tu, ó Deus, que não saíste com os nossos exércitos?
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11
Dá-nos socorro na tribulação, porque vão é o socorro do homem.
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12
Através de Deus o faremos valentemente; pois ele é aquele que pisará os nossos inimigos.
Recurso de Estudo
Versículos 1-5: Davi ora para que Israel seja livre de seus inimigos; 6-12: Pede a Deus que execute e complete as suas vitórias.
Vv. 1-5. Davi reconhece que o desagrado de Deus é a causa de todas as dificuldades que ele tem passado. Quando Deus retém a sua poderosa mão e não nos abençoa como esperamos, é bom que nos lembremos das nossas transgressões anteriores. As dificuldades começaram pelo descontentamento de Deus; portanto, a sua prosperidade deve ter início por ocasião do favor divino. As brechas e divisões, produzidas por atitudes néscias e pela corrupção do homem, não podem ser reparadas por nada além da sabedoria e graça de Deus, que derrama um espírito de amor e paz, o único que é capaz de salvar um reino da ruína. A ira de Deus contra o pecado é a única causa de toda a desgraça particular ou pública que já existiu, no presente ou no futuro. Não há remédio em todos estes casos, além de voltar-se ao Senhor com arrependimento, fé e oração, e suplicar-lhe que retorne para nós. O Senhor Jesus Cristo, o Filho de Davi, é dado como bandeira aos que temem a Deus; nEle, reúnem-se em um só corpo, e tornam-se valorosos. Em seu nome e poder, fazem a guerra contra as potestades das trevas.
Vv. 6-12. Se o Senhor Jesus Cristo é nosso, todas as coisas contribuirão para o nosso eterno bem, de um modo ou de outro. A nova criatura em Cristo pode regozijar-se em todas as preciosas promessas que Deus concedeu em sua santidade. Os seus privilégios presentes e as influências santificadoras do Espírito santo são primícias seguras da glória celestial. Davi regozija-se ao vencer as nações vizinhas que foram inimigas de Israel. O Israel de Deus é mais do que vencedor em Cristo. Ainda que às vezes eles pensem que o Senhor os rejeitou, ao final Ele ainda os trará à cidade forte. A fé na promessa nos assegura que o Pai teve prazer em dar-nos o reino. Porém, ainda não somos completamente vencedores, e nenhum crente verdadeiro abusará destas verdades para entregar-se à preguiça ou à vã confiança. Esperar em Deus é o melhor princípio do verdadeiro valor; o que podem temer os que têm Deus a seu lado? Todas as nossas vitórias são suas, e enquanto os que se submetem voluntariamente a nosso Rei Ungido compartilharão as suas glórias, os seus inimigos serão colocados debaixo de seus pés.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público