• 1 Dirige esta lamentação aos chefes de Israel.
  • 2 Que tipo de mulher foi a vossa mãe? Foi como uma leoa que, deitada entre leões, alimentou e criou os seus filhotes.
  • 3 Um desses filhotes tornou-se um forte leão, aprendeu a lançar-se sobre a presa, fez-se um devorador de gente.
  • 4 Então as nações fizeram um apelo a caçadores que o apanharam e o fizeram cair numa cova armadilhada, trazendo-o depois em cadeias para o Egito.
  • 5 Quando a mãe do leão se deu conta de que todas as esperanças que tinha posto nele se esvaneciam, pegou noutro dos seus cachorrinhos e ensinou-o a ser um verdadeiro rei de feras.
  • 6 Tornou-se assim um chefe entre os leões, aprendeu a capturar as presas e também ele ficou sendo um autêntico devorador de gente.
  • 7 Demoliu os grandes palácios das nações circunvizinhas, arruinou-lhes as cidades, desolou-lhes as plantações, devastou searas. Não havia ninguém que não tremesse de terror ao ouvi-lo rugir.
  • 8 Foi então que os exércitos desses povos em volta o cercaram, lhe armaram uma cilada e o apanharam numa cova.
  • 9 Fizeram-no entrar numa jaula e levaram-no à presença do rei da Babilónia. No cativeiro a sua voz nunca mais ecoaria através das montanhas de Israel.
  • 10 A vossa mãe foi também como uma videira à beira dum rego de água.
  • 11 A sua rama aumentou e deu abundante fruto, por causa de toda aquela água. O ramo mais desenvolvido dessa videira tornou-se num cetro de governante, forte e temível, elevando-se distintamente acima dos outros, sendo visível à distância.
  • 12 No entanto, essa videira foi arrancada com fúria e deitada ao chão. Os seus ramos foram quebrados e secaram com a ajuda dum forte vento oriental. O seu fruto foi todo queimado com fogo.
  • 13 Essa videira está agora plantada num deserto, numa terra árida e seca.
  • 14 O fogo espalhou-se através dum dos seus ramos mais fortes e consumiu toda a ramagem e frutos. Não há nela mais nenhum ramo vigoroso para servir de cetro de governante.” O cumprimento desta lamentação já começou e vai, com toda a certeza, continuar.

Nomes deste capítulo

Versículos 1-9: Parábola que lamenta a ruína de Joacaz e Joaquim; 10-14: Parábola que descreve a desolação do povo.

Vv. 1-9. Ezequiel compara o reino de Judá com uma leoa. Compara os reis de Judá com os filhotes dos leões; foram cruéis opressores de seus próprios súditos. A justiça de Deus deve ser reconhecida quando aqueles que aterrorizam e escravizam o próximo são também aterrorizados e escravizados. Quando os crentes associam-se a pessoas ímpias, seus filhos costumam crescer seguindo as doutrinas e os costumes do mundo ímpio. A chegada a uma posição de autoridade descobre a ambição e o egoísmo do coração dos homens, e os que passam a sua vida cometendo maldades geralmente a terminam de modo violento.

Vv. 10-14. Jerusalém era uma vide florescente e frutífera. Esta vide está agora destruída, ainda que sua raiz não tenha sido arrancada. Ela se tornou, por sua maldade, como isca para as faíscas da ira de Deus, de modo que os seus próprios ramos servem de combustível para queimá-la. Bendito seja Deus, pois aqui se faz alusão a Cristo como um ramo da vide, que não somente virá a ser uma vara forte para o cetro daqueles que reinam, mas Ele mesmo é a Vide viva e verdadeira. isto servirá de regozijo para o povo escolhido de Deus em todas as gerações.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible (Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Referências cruzadas
Referências cruzadas: OpenBible.info (CC BY)