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1
O pecado do ímpio sussurra ao seu coração; ele não tem o menor temor de Deus.
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2
Em sua cega presunção, não percebe quão grande é sua perversidade.
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3
Tudo que diz é distorcido e enganoso; não quer agir com prudência nem fazer o bem.
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4
Mesmo à noite, trama maldades; suas ações nunca são boas, e não se esforça para fugir do mal.
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5
Teu amor, SENHOR, é imenso como os céus; tua fidelidade vai além das nuvens.
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6
Tua justiça é como os montes imponentes, teus decretos, como as profundezas do oceano; tu, SENHOR, cuidas tanto das pessoas como dos animais.
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7
Como é precioso o teu amor, ó Deus! Toda a humanidade encontra abrigo à sombra de tuas asas.
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8
Tu os alimentas com a fartura de tua casa e deixas que bebam de teu rio de delícias.
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9
Pois és a fonte de vida, a luz pela qual vemos.
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10
Derrama teu amor sobre os que te conhecem, concede justiça aos sinceros de coração.
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11
Não permitas que os arrogantes me pisoteiem, nem que os perversos me empurrem.
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12
Vejam! Caíram os que praticam o mal! Foram derrubados e nunca mais se levantarão.
Recurso de Estudo
Versículos 1-4: O mau estado do ímpio; 5-12: A bondade de Deus.
Vv. 1-4. Por este salmo, o nosso coração deveria ser levado a odiar o pecado, e buscar a satisfação na bondade de Deus. Aqui está a raiz de amargura da qual vem toda a maldade dos ímpios. Surge do desprezo a Deus, e da falta da devida consideração para com Ele. Também do engano que colocam sobre a sua alma. Roguemos diariamente a Deus, para que nos preserve do orgulho. O pecado é extremamente prejudicial ao pecador; portanto, deve ser aborrecido. Não é de assombrar se os que se enganam a si mesmos procuram enganar toda a humanidade. A quem serão fiéis os que são falsos para com as suas próprias almas? É mal praticar o mal; porém, pior ainda é pensar neste, e fazê-lo planejada e precipitadamente. Se voluntariamente desprezarmos a atitude de meditar na santa Palavra de Deus, nas horas em que estamos a sós, Satanás imediatamente ocupará a nossa mente com imaginações pecaminosas. Os pecadores endurecidos defendem o que fizeram, como se fossem capazes de justificá-lo perante o próprio Deus.
Vv. 5-12. Os homens podem suspender a sua compaixão, mas em Deus encontraremos misericórdia. Este é o grande consolo para todos os crentes, claramente vistos, para que não sejam retirados. Deus faz tudo sabiamente e bem; porém, não sabemos o que realiza neste momento; no porvir, há tempo suficiente para o sabermos. A bondade de Deus é preciosa para os santos. Eles se colocam sob a sua proteção e, então, estão seguros e salvos. As almas bondosas, ainda que desejem mais da parte de Deus, nunca querem mais do que o próprio Deus. Os dons da providência até aqui os satisfazem, e estão contentes com o que possuem. O benefício das santas ordenanças é doce para uma alma santificada, e fortaleza para a vida espiritual com Deus. Porém, a satisfação total está reservada para o estado futuro. O seu gozo será constante. Deus não somente dispõe neles o desejo de ter a graça destes prazeres mas, por seu Espírito, enche a alma deles de gozo e paz, ao crerem. Ele vivifica aqueles a quem quer; e quem quer que deseje, poderá vir e tomar dEle, gratuitamente, das águas vivas. Conheçamos, amemos e sirvamos legitimamente ao Senhor; e, então, nenhum inimigo orgulhoso, seja da terra ou do inferno, será capaz de nos separar de seu amor. A fé chama as coisas que não são como se já fossem. Ela nos leva adiante, ao final dos tempos; mostra-nos o Senhor em seu trono de juízo; e o império do pecado caído, para jamais levantar-se.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público