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1
Escuta-nos, Pastor de Israel, tu, que conduzes José como um rebanho; tu, que tens o teu trono sobre os querubins, manifesta o teu esplendor
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2
diante de Efraim, Benjamim e Manassés. Desperta o teu poder e vem salvar-nos!
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3
Restaura-nos, ó Deus! Faze resplandecer sobre nós o teu rosto, para que sejamos salvos.
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4
Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, até quando arderá a tua ira contra as orações do teu povo?
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5
Tu o alimentaste com pão de lágrimas e o fizeste beber copos de lágrimas.
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6
Fizeste de nós um motivo de disputas entre as nações vizinhas, e os nossos inimigos caçoam de nós.
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7
Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer sobre nós o teu rosto, para que sejamos salvos.
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8
Do Egito trouxeste uma videira; expulsaste as nações e a plantaste.
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9
Limpaste o terreno, ela lançou raízes e encheu a terra.
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10
Os montes foram cobertos pela sua sombra e os mais altos cedros pelos seus ramos.
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11
Seus ramos se estenderam até o Mar e os seus brotos até o Rio.
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12
Por que derrubaste as suas cercas, permitindo que todos os que passam apanhem as suas uvas?
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13
Javalis da floresta a devastam e as criaturas do campo dela se alimentam.
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14
Volta-te para nós, ó Deus dos Exércitos! Dos altos céus olha e vê! Toma conta desta videira,
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15
da raiz que a tua mão direita plantou, do filho que para ti fizeste crescer!
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16
Tua videira foi derrubada; como lixo foi consumida pelo fogo. Pela tua repreensão perece o teu povo!
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17
Repouse a tua mão sobre aquele que puseste à tua mão direita, o filho do homem que para ti fizeste crescer.
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18
Então não nos desviaremos de ti; vivifica-nos, e invocaremos o teu nome.
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19
Restaura-nos, ó SENHOR, Deus dos Exércitos; faze resplandecer sobre nós o teu rosto, para que sejamos salvos.
Recurso de Estudo
Versículos 1-7: O salmista se queixa das misérias da Igreja; 8-16: A sua prosperidade anterior, e a sua desolação atual; 17-19: Uma oração que pede misericórdia.
Vv. 1-7. O que habita no trono da graça é o Bom Pastor de seu povo. Porém, não podemos ter a expectativa do consolo de seu amor, nem da proteção de seu braço, se não participarmos de sua graça, que converte do pecado. É mostrada indignação pelas orações de seu povo, porque, ainda que ore, a finalidade que almeja não é justa, ou há nele algum pecado secreto que ainda satisfaz, ou colocará à prova a paciência e a perseverança dele para orar. Quando Deus está descontente com o seu povo, devemos esperar ver este em prantos, e os seus inimigos triunfantes. Não existe salvação a não ser através do favor de Deus; não há conversão a Deus a não ser por sua graça.
Vv. 8-16. A Igreja está representada como uma vide e uma vinha. A raiz desta vide é Cristo e os ramos são os crentes. A Igreja é como uma vide que precisa de apoio, mas que se estende e dá fruto. se uma vide não der frutos, nenhuma outra planta valerá tão pouco quanto ela. E nós não somos plantados como em um horto bem cultivado, com todos os meios para darmos frutos em obras de justiça? Porém, as inúteis folhas da profissão e os feixes vãos das idéias e formas tornam-se muito mais abundantes do que a verdadeira piedade. Foi desolada e destruída. Houve uma boa razão para esta mudança na maneira de Deus tratá-los. Tudo estará bem ou mal para nós, conforme nos submetamos aos sorrisos ou à face irada de Deus. Quando consideramos o estado da parte mais pura da Igreja visível, não podemos nos maravilhar de que seja visitada com correções que os afligem. Eles pedem que Deus ajude a vide. Senhor, a ti encomendamos com humilde confiança "a videira que a tua destra plantou, e o sarmento que fortificaste para ti!".
Vv. 17-19. O Messias, Protetor e Salvador da Igreja, é o Homem da destra de Deus; Ele é o braço do Senhor, pois todo o poder lhe foi dado. NEle está a nossa fortaleza, pela qual somos capacitados para perseverar até o fim. Portanto, a vide não pode ser destruída, nem pode perecer todo o ramo frutífero, mas a estéril será cortada e lançada ao fogo. O fim de nossa redenção, é que devemos servir àquEle que nos redimiu, e não voltarmos aos nossos antigos pecados.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público