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1
Moisés disse ao povo: — São esses os mandamentos e as leis que o SENHOR, nosso Deus, mandou que eu ensinasse a vocês. Portanto, obedeçam a esses mandamentos na terra em que vão entrar e que vão possuir.
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2
Temam o SENHOR, nosso Deus, vocês, os seus filhos e os seus netos, e cumpram sempre todos os mandamentos e leis que eu lhes estou dando e assim vocês viverão muitos anos.
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3
Povo de Israel, tenha o cuidado de cumprir a lei de Deus. Então, conforme disse o SENHOR, o Deus dos nossos antepassados, tudo correrá bem para vocês, e vocês se tornarão numerosos naquela terra boa e rica onde vão viver.
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4
— Escute, povo de Israel! O SENHOR, e somente o SENHOR, é o nosso Deus.
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5
Portanto, amem o SENHOR, nosso Deus, com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças.
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6
Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje
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7
e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem.
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8
Amarrem essas leis nos braços e na testa, para não as esquecerem;
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9
e as escrevam nos batentes das portas das suas casas e nos seus portões.
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10
Moisés continuou: — O SENHOR, nosso Deus, jurou aos nossos antepassados Abraão, Isaque e Jacó que daria essa terra a vocês. É uma terra onde há grandes e ricas cidades, que vocês não construíram;
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11
há casas cheias de objetos de valor, que vocês não ajuntaram; poços de água, que vocês não cavaram; e plantações de uvas e de azeitonas, que vocês não plantaram. Quando o SENHOR os levar para essa terra, e vocês tiverem comida à vontade,
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12
tenham o cuidado de não esquecerem Deus, que os tirou do Egito, onde vocês eram escravos.
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13
Temam o SENHOR, seu Deus, sirvam somente a ele e jurem só pelo nome dele.
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14
Não adorem outros deuses, os deuses dos povos vizinhos.
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15
Pois o SENHOR, nosso Deus, está com vocês e ele não tolera outros deuses. Se vocês os adorarem, o SENHOR ficará irado com vocês e destruirá vocês completamente.
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16
— Não ponham à prova o SENHOR, seu Deus, como o puseram à prova em Massá.
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17
Obedeçam cuidadosamente a todos os mandamentos e leis que ele lhes deu.
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18
Façam aquilo que Deus acha bom e certo, e assim tudo correrá bem para vocês, e vocês entrarão e tomarão posse da boa terra que o SENHOR jurou dar aos nossos antepassados.
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19
E, conforme prometeu, ele expulsará todos os inimigos que vocês enfrentarem.
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20
— No futuro os seus filhos perguntarão: “Por que foi que o SENHOR, nosso Deus, nos deu estes mandamentos e estas leis?”
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21
Aí vocês responderão: “Nós éramos escravos do rei do Egito, mas o SENHOR, com o seu grande poder, nos tirou de lá.
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22
Nós vimos com os nossos próprios olhos os grandes milagres e as coisas espantosas que Deus fez contra os egípcios e contra o seu rei e toda a gente do seu palácio.
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23
E Deus nos tirou do Egito para nos trazer aqui e nos dar esta terra, como havia jurado aos nossos antepassados.
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24
Ele nos mandou obedecer a todas estas leis e sempre temer o SENHOR, nosso Deus. Se fizermos isso, ele nos guardará de todo mal, como tem feito até hoje, e tudo sempre correrá bem para nós.
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25
E, se tivermos o cuidado de obedecer a todas estas leis que o SENHOR, nosso Deus, nos deu, a nossa vida agradará a ele.”
Recurso de Estudo
Versículos 1-3: A persuasão à obediência; 4, 5: A exortação à obediência; 6-16. Ensina-se a obediência; 17-25: Preceitos gerais; as instruções que devem ser darias aos próprios filhos.
Vv. 1-3. Nesta passagem e outras semelhantes a esta, os 'mandamentos' parecem denotar a lei moral; os 'estatutos', a lei cerimonial; e os 'decretos', a lei pela qual os juízes decidiam. Moisés ensinou ao povo unicamente o que Deus lhe mandou ensinar. Semelhantemente, os ministros de Cristo têm que ensinar às suas igrejas tudo o que Ele mandou, nem mais nem menos (Mt 28.20). O temor de Deus no coração será o princípio mais poderoso para a obediência. É altamente desejável que não somente nós, mas também os nossos filhos, e os filhos de nossos filhos, tenham o temor do Senhor. A religião e a justiça fazem progredir e asseguram a prosperidade de qualquer povo.
Vv. 4,5. Aqui está um breve resumo da religião que contém os primeiros princípios da fé e da obediência. Jeová, o nosso Deus, é o único Deus vivo e verdadeiro; somente Ele é Deus, e é um só Deus. Não desejemos ter outro. A tríplice menção dos nomes divinos e o número plural da palavra que é traduzida como Deus parecem fazer uma clara alusão a uma trindade de pessoas, dentro da própria declaração expressa da unidade da divindade. Bem-aventurados os que têm a este único Senhor como seu Deus. Melhor é ter uma fonte do que mil poços; melhor é ter um Deus Todopoderoso, do que mil amigos insuficientes. Este é o primeiro e o grande mandamento da lei de Deus: que o amemos e que cumpramos cada parte de nosso dever para com Ele, a partir de um princípio de amor. "Dá-me, filho meu, o teu coração". Devemos amar a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, e com todas as nossas forças. Isto é: 1. Com um amor sincero, que não seja somente de palavra, nem de língua, mas interiormente, em verdade. 2. Com um forte amor. AquEle que é tudo para nós deve ser o dono de todo o nosso ser, e ninguém mais além dEle. 3. Com um amor superlativo. Devemos amar a Deus acima de toda a criatura, e não amar algo, a não ser o que amemos por meio dEle. 4. Com um amor inteligente. Amá-lo com todo o nosso coração, e com toda a nossa inteligência requer que vejamos uma boa causa para amá-lo. 5. Com um amor inteiro. Ele é Único, e o nosso coração deve estar unido neste amor. Ó, que este amor de Deus possa ser derramado nos nossos corações!
Vv. 6-16. Aqui estão os meios para mantermos e guardarmos a fé em nosso coração e em nosso lugar. 1. Meditar na Palavra de Deus. Devemos colocar a Palavra de Deus em nosso coração, para que os nossos pensamentos estejam diariamente ocupados nela. 2. A educação religiosa das nossas crianças. Devemos repetir os ensinos com frequência. Sede cuidadosos e precisos no ensino aos vossos filhos. Devemos ensinar estas coisas a todos os que estiverem, de alguma maneira, sob o nosso cuidado. 3. Linguagem piedosa. Devemos falar destes assuntos com a devida reverência e seriedade, para benefício não somente de nossos filhos, mas também dos nossos servos, amigos e colegas. Devemos aproveitar todas as ocasiões para discorrer com os que nos rodeiam, não assuntos duvidosos e discutíveis; porém, a clara verdade e a lei de Deus, e o que corresponde à nossa paz. 4. A leitura frequente da Palavra de Deus. Deus mandou que o seu povo escrevesse as palavras da lei em suas paredes, e em rolos de pergaminho que deveriam levar pendurados em seus punhos. Esta era uma obrigação que deveria ser cumprida ao pé da letra pelos judeus, assim como é o plano para nós, a saber, que por todos os meios devemos nos familiarizar com a Palavra de Deus, para que a utilizemos em todas as ocasiões, para nos prevenirmos contra o pecado, e sermos guiados em nosso dever. Jamais devemos nos envergonhar de nossa religião, nem de nos reconhecermos como sob o seu controle e governo. Existe aqui uma advertência: não nos esqueçamos de Deus no dia da prosperidade e da abundância. Quando tudo lhes era facilitado por dádiva, tinham a tendência de sentir-se seguros em si mesmos e a esquecer-se de Deus. Portanto, devemos cuidar para não nos esquecermos do Senhor quando estivermos sãos e salvos. Quando o mundo sorri, somos propensos a cortejá-lo e esperar que sejamos felizes nele, e nos esquecemos daquEle que é a nossa única porção e repouso. Em um momento como este, é necessário muita cautela e atenção. Então tenhamos cuidado; uma vez que já fomos advertidos quanto ao perigo, estejamos alerta. "Não tentarás ao Senhor teu Deus"; não percamos a esperança quanto ao seu poder e bondade. Enquanto prosseguimos na senda do nosso dever, nem sequer cogitemos em sair deste caminho.
Vv. 17-25. Moisés os encarrega de guardarem os mandamentos de Deus. A negligência é capaz de nos destruir, pois sem a diligência não podemos ser salvos. Para nosso interesse, e por nosso dever, convém que sejamos religiosos. Será a nossa vida. A piedade tem a promessa da continuidade e do consolo para a vida presente, contanto que seja para a glória de Deus. Será a nossa justiça. Somente através do Mediador é que podemos ser justos diante de Deus. O conhecimento da espiritualidade da santa lei de Deus, é útil para mostrar ao pecador a sua necessidade de um Salvador, e para que prepare o seu coração a fim de receber a salvação, que é inteiramente gratuita. o Evangelho honra a lei, não somente na perfeita obediência ao Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo, mas à medida que é um plano que visa reconduzir os rebeldes e inimigos apóstatas através do arrependimento, fé, perdão e graça renovadora, a amarem a Deus sobre todas as coisas ainda neste mundo; e, no vindouro, a que o amem perfeitamente, como os anjos o amam.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público