• 1 Moisés disse ao povo: — Vocês são filhos do SENHOR, nosso Deus. Portanto, quando chorarem a morte de alguém, não se cortem, nem rapem a cabeça, como os outros povos fazem.
  • 2 Pois vocês são o povo escolhido pelo SENHOR, nosso Deus; entre todos os povos da terra ele os escolheu para serem somente dele.
  • 3 — Não comam nada que seja impuro.
  • 4 Vocês podem comer a carne dos seguintes animais: vacas, carneiros, cabritos,
  • 5 veados, gazelas, corços, cabritos selvagens, antílopes, carneiros selvagens e gamos.
  • 6 Todos esses animais têm o casco dividido em dois, e ruminam, e podem ser comidos.
  • 7 Mas nenhum animal deve ser comido, a não ser que tenha o casco dividido e que rumine. Portanto, não comam camelos, lebres ou coelhos selvagens, pois ruminam, mas não têm o casco dividido. Para vocês esses animais são impuros.
  • 8 Não comam carne de porco. Para vocês os porcos são impuros porque têm o casco dividido, mas não ruminam. Não comam nenhum desses animais, nem toquem neles quando estiverem mortos.
  • 9 — Vocês podem comer qualquer peixe que tenha barbatanas e escamas,
  • 10 mas não podem comer peixes que não tenham barbatanas nem escamas. Para vocês esses peixes são impuros.
  • 11 — Vocês podem comer qualquer ave pura,
  • 12 porém não comam as seguintes aves : águias, urubus, águias marinhas,
  • 13 açores, falcões,
  • 14 corvos,
  • 15 avestruzes, corujas, gaivotas, gaviões,
  • 16 mochos, íbis, gralhas,
  • 17 pelicanos, abutres, corvos marinhos,
  • 18 cegonhas, garças e poupas; e também morcegos.
  • 19 — Todos os insetos que voam são impuros; vocês não podem comê-los.
  • 20 Mas podem comer todos os insetos puros.
  • 21 — Não comam qualquer animal que tenha tido morte natural. Vocês podem dar o animal aos estrangeiros que moram nas cidades de vocês ou podem vendê-lo a outros estrangeiros. Mas vocês não o podem comer, pois são o povo escolhido pelo SENHOR, nosso Deus. — Não cozinhem um cabrito ou um carneirinho no leite da sua própria mãe .
  • 22 — Todos os anos juntem uma décima parte de todas as colheitas
  • 23 e levem até o lugar que o SENHOR, nosso Deus, tiver escolhido para nele ser adorado. Ali, na presença do SENHOR, nosso Deus, comam aquela décima parte dos cereais, do vinho e do azeite e também a primeira cria das vacas e das ovelhas. Façam isso para aprender a temer a Deus para sempre.
  • 24 Mas, se o lugar de adoração ficar muito longe, e for impossível levar até lá a décima parte das colheitas com que Deus os abençoou,
  • 25 então façam isto: vendam aquela parte das colheitas, levem o dinheiro até o lugar de adoração que o SENHOR tiver escolhido
  • 26 e ali comprem tudo o que quiserem comer: carne de vaca ou de carneiro, vinho, cerveja ou qualquer outra coisa que desejarem. E ali, na presença do SENHOR, nosso Deus, vocês e as suas famílias comam essas coisas e se divirtam à vontade.
  • 27 — Porém não esqueçam os levitas que moram nas cidades de vocês. Eles não receberão terras em Canaã, como as outras tribos.
  • 28 De três em três anos juntem a décima parte das colheitas daquele ano e guardem nas cidades onde vocês moram.
  • 29 Essa comida é para os levitas, pois eles não têm terras próprias; é também para os estrangeiros, os órfãos e as viúvas que moram nas cidades de vocês. Assim todos eles terão toda a comida que precisarem. Façam isso para que o SENHOR, nosso Deus, abençoe todo o trabalho de vocês.

Versículos 1-21: Os israelitas devem distinguir-se das demais nações; 22-29: A respeito dos dízimos.

Vv. 1-21. Moisés disse ao povo de Israel que o Senhor lhes dera três privilégios distintos, os quais eram a sua honra e figuras das bênçãos espirituais, das coisas celestiais com que Deus tem nos abençoado em Cristo. Primeiramente, a eleição: "o Senhor te escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra". Não os escolheu porque de si mesmos fossem um povo peculiar para Ele, de modo superior às demais nações, mas os escolheu, para que pudessem sê-lo por. sua graça; da mesma forma os crentes foram escolhidos (Ef 1.4). Em segundo lugar, a adoção: "Sois filhos de Jeová, o vosso Deus"; não porque Deus precisasse de filhos, mas porque eles eram órfãos e precisavam de um pai. Cada israelita espiritual é um verdadeiro filho de Deus, participante de sua natureza e favor. Em terceiro lugar, a santificação: "És povo santo". Exige-se do povo de Deus que seja santo; e, se forem santos, estarão comprometidos com a graça de Deus, que faz com que sejam assim. Deus fará àqueles a quem escolhe para serem os seus filhos, com que sejam um povo santo e zeloso de boas obras. Devem ser cuidadosos para evitar tudo o que possa produzir desonra à sua profissão de fé ante os olhos dos que esperam vê-los vacilar, o nosso Pai celestial nada prole, a não ser o que é para o nosso bem-estar. Não cause danos a si mesmo, não arruíne a sua saúde, a sua reputação, o seu conforto no lar, a sua paz mental. Especialmente, não assassine a sua própria alma. Não seja um vil escravo de seus apetites e paixões. Não transforme em miseráveis os que lhe rodeiam, e não traga a desonra sobre si mesmo; siga o caminho do que for mais excelente e útil. As leis que consideravam muitos tipos de pessoas como imundas os impediriam de mesclar-se com os seus vizinhos idólatras. Está claro no Evangelho que estas Íeis são agora colocadas de lado; porém, perguntemos ao nosso coração: Somos os filhos do Senhor? Estamos separados do mundo ímpio, apartados para a glória de Deus, comprados pelo sangue de Cristo e submetidos à obra do Espírito Santo? Senhor, ensina-nos através daqueles preceitos, com quanta pureza e santidade todo o teu povo deve viver!

Vv. 22-29. Era requerida uma segunda porção do produto da terra. Toda esta instituição era uma evidência contra a cobiça, a desconfiança e o egoísmo do coração humano. Fomentava a amizade, a liberalidade e a alegria, e provia um fundo de ajuda aos pobres. Ensinava-lhes que a sua porção neste mundo era desfrutada de forma consoladora, quando compartilhada com os irmãos que passavam por necessidades. Se servirmos a Deus deste modo, e fizermos o bem através do que possuímos, temos a promessa de que o Senhor nosso Deus nos abençoará em todas as obras de nossas mãos. A bênção de Deus, aqui referida, é totalmente voltada à nossa prosperidade exterior; e sem esta bênção, a obra de nossas mãos não terá frutos. A bênção vem sobre a mão diligente. Não espereis que Deus vos abençoe em vossa ociosidade e amor pelo conforto. A sua bênção vem sobre a mão que compartilha, o que assim reparte certamente prosperará; e ser livres e generosos para apoiar a religião e toda a boa obra é a forma mais carreta e segura de prosperar.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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