• 1 Que Deus se levante! Sejam espalhados os seus inimigos; todos os que o odeiam fugiram da sua presença!
  • 2 Que o Senhor espalhe os seus inimigos como o vento leva a fumaça. Os pecadores desaparecem da presença de Deus, como a cera se derrete no fogo.
  • 3 Os justos, ao contrário, sentem prazer e cantam de alegria na presença do Senhor. Exultam e ficam cheios de alegria!
  • 4 Cantem a Deus, louvem o seu nome com salmos! Deem honra a quem cavalga sobre as nuvens; seu nome é SENHOR; alegrem-se na sua presença!
  • 5 Pois ele é o Pai dos órfãos; ele faz justiça às viúvas. Deus cuida deles na sua santa habitação.
  • 6 Deus dá uma família às pessoas solitárias, liberta os presos e lhes dá riqueza e felicidade. Aos rebeldes, porém, ele dá uma terra árida.
  • 7 Quando o Senhor guiou o seu povo através do deserto naquela grande marcha,
  • 8 a terra tremeu e os céus deixaram cair a chuva diante de Deus, o Deus do Sinai, diante de Deus, o Deus de Israel.
  • 9 Sim, o Senhor deu chuvas generosas ao seu povo quando a terra já estava seca e não produzia mais.
  • 10 Então Israel viveu tranquilo em sua terra porque na sua grande bondade o Senhor deu casa e alimento aos pobres.
  • 11 O Senhor deu uma ordem, e as donas de casa, em grande número, levaram as boas notícias:
  • 12 “Reis e exércitos estão fugindo! Em casa as mulheres repartem as riquezas conquistadas.
  • 13 Mesmo quando vocês dormem entre as fogueiras do acampamento, as asas da minha pomba estão cobertas de prata, com suas penas cobertas de ouro reluzente”.
  • 14 Quando o Todo-poderoso espalhou os exércitos inimigos, foi como quando cai neve no monte Salmom.
  • 15 Os montes de Basã, altos e belos, foram criados por Deus,
  • 16 mas ele escolheu o monte Sião para ser a sua morada. Por que vocês, montes de Basã, estão com inveja? Saibam que Sião será a eterna morada de Deus.
  • 17 Cercado por milhares de carros, o Senhor deixa o monte Sinai e vem para sua morada, no seu santo lugar.
  • 18 Ele subiu às alturas, levando cativos muitos prisioneiros; recebeu homens como dádivas, até mesmo os rebeldes, e assim o Senhor Deus se faz presente no meio deles.
  • 19 Louvado seja o Senhor, Deus, nosso Salvador, que dia a dia leva nossas cargas!
  • 20 O nosso Deus tem o poder para nos livrar. Ele é Soberano, ele é SENHOR que nos livra da morte.
  • 21 Mas ele partirá a cabeça dos seus inimigos, dos rebeldes e pecadores.
  • 22 O Senhor prometeu: “Mostrarei aos israelitas onde se esconderam seus inimigos, seja nos montes de Basã, seja no fundo do mar,
  • 23 para que vocês se banhem no sangue deles. Os cachorros de Israel lamberão sangue à vontade”.
  • 24 Já se vê o cortejo de vitória de Deus, o desfile do meu Deus e Rei se aproximando do templo.
  • 25 À frente vão os cantores, atrás vêm os músicos tocando instrumentos de corda; no meio vêm as moças tocando pandeiros.
  • 26 Toda a congregação louve a Deus! Louvem a Deus, o SENHOR, todos os descendentes de Israel.
  • 27 À frente do povo marcha a tribo de Benjamim, filho mais novo de Jacó. Logo atrás vêm os príncipes de Judá, acompanhados de suas tropas, seguidos dos príncipes de Naftali e Zebulom.
  • 28 Ó Deus, mostre o seu poder, o poder que o Senhor tem usado para nos ajudar.
  • 29 Por amor do seu templo em Jerusalém, os reis da terra trarão presentes.
  • 30 Repreenda nossos inimigos, ó Deus; o Egito e as outras nações poderosas à nossa volta. Humilhe as nações que exigem impostos dos povos mais fracos; castigue as nações que amam a guerra.
  • 31 O Egito manda seus presentes por meio de homens muito importantes; a Etiópia traz as mãos cheias de tesouros para oferecer a Deus.
  • 32 Cantem hinos a Deus; reinos da terra, cantem louvores ao Senhor,
  • 33 aquele que cavalga os céus, acima de todos os céus eternos. Ouçam a sua voz poderosa como o trovão.
  • 34 A Deus pertence o poder! Ele é rei sobre Israel e mostra toda a sua grandeza ao seu povo. Os céus revelam aos homens o grande poder de Deus.
  • 35 Ó Deus, o Senhor revela sua grandeza no seu templo! É o Deus de Israel que dá força e poder ao seu povo. Louvado seja Deus!

Versículos 1-6: Uma oração; a grandeza e a bondade de Deus; 7­ 14: As obras maravilhosas que Deus realiza por seu povo; 15-21: A presença de Deus em sua Igreja; 22-28: As vitórias de Cristo; 29-31: O crescimento de sua Igreja; 32-35: A glória e a graça de Deus.

Vv. 1-6. Jamais alguém que endureceu o seu coração contra Deus conseguiu prosperar. Deus é o gozo do seu povo; então, regozijemo-nos quando formos a Ele. AquEle cujo ser não se origina de outro, mas que dá o ser a todos, está voluntariamente comprometido por sua promessa e pelo pacto, a abençoar seu povo. O Senhor deve ser louvado como o Deus de misericórdias e de terna compaixão. Ele cuida do aflito e oprimido; os pecadores arrependidos, indefesos e expostos, mais do que qualquer outro órfão de pai, são recebidos em sua família e compartilham todas as suas bênçãos.

Vv. 7-14. As novas misericórdias nos recordam as bênçãos anteriores. se Deus leva o seu povo ao deserto, assegura-se de ir adiante dele e de tirá-lo dali. Ele lhe proveu todo o necessário, tanto no deserto quanto em Canaã. Nesta passagem, parece que se faz alusão ao maná. Observe a provisão espiritual para o Israel de Deus. O Espírito da graça e o Evangelho de Cristo são a chuva abundante com a qual Deus confirma a sua herança, e da qual temos o seu fruto. Cristo virá como a chuva que rega a terra. O relato das vitórias de Israel deve ser aplicado às do Excelso Redentor sobre a morte e o inferno, porque são suas. Israel via-se infeliz em meio aos fornos do Egito; porém, como o possuidor de Canaã durante os reinados de Davi e Salomão, aparece glorioso. Da mesma maneira, os escravos de Satanás reluzem honradamente quando se convertem a Cristo, e são justificados e santificados por Ele. Quando chegarem ao céu, desaparecerão todos os resquícios de seu estado pecador; serão como as asas de pombas cobertas com prata, e suas penas como de ouro. A completa salvação embranquece como a neve os que eram vis e asquerosos, devido à culpa e à corrupção do pecado.

Vv. 15-21. Aqui é feita alusão à ascensão de Cristo, e a esta é aplicada a passagem em Efésios 4.8. Como compra através de sua morte, Ele recebeu os dons necessários para a conversão dos pecadores e a salvação dos crentes. Ele concede estes dons continuamente, até mesmo aos rebeldes, para que o Senhor Deus possa habitar entre eles como seu Amigo e Pai. Após receber do Pai o poder para dar a vida eterna, o Senhor Jesus concede dons aos homens, a todos que lhes forem dados (Jo 17.2). Cristo veio a um mundo rebelde não para condená-lo, mas para que pudesse ser salvo por meio dEle. A glória do Rei de Sião é ser o Salvador e o Benfeitor de todo o seu povo, que vem a Ele voluntariamente e é um fogo consumidor para todos os que persistem em rebelião. Os dons do tesouro de Deus são tantos e tão grandes, que verdadeiramente podemos dizer que Ele nos cumula com estes. Ele não nos deixará com os bens presentes, como se estes fossem a nossa porção, mas será o Deus da nossa salvação. O Senhor Jesus Cristo tem a autoridade e o poder para resgatar os seus do domínio da morte, a fim de tirar destes o aguilhão dela quando morrem, e dá-lhes a vitória completa sobre ela quando ressuscitam. A coroa da cabeça, principal orgulho e glória do inimigo, será derribada; Cristo terá esmagado definitivamente a cabeça da serpente.

Vv. 22-28. As vitórias com que Deus abençoou a Davi, sobre os inimigos de Israel, tipificam as conquistas do próprio Cristo, que venceu em favor dos crentes. Os que o tomam como seu podem vê-lo agir como seu Deus, e como o seu Rei, para o bem deles mesmos, e em resposta às suas orações; especialmente em sua Palavra e em seus mandamentos. Todos os reis e entendidos do mundo submeter-se-ão ao reino do Messias. No v. 28 o povo parece dirigir-se ao rei; porém, as palavras são aplicáveis ao Redentor, à sua Igreja e a cada verdadeiro crente. Oramos a fim de pedir que tu, ó Deus Filho, completes a tua obra a nosso favor, para que concluamos em nós a tua boa obra.

Vv. 29-31. Estende-se aos que estão de fora um poderoso convite para que se unam à Igreja. Alguns se submeterão por amor; oprimidos por suas consciências e pelas provas da providência divina, serão levados a fazer as pazes com a Igreja. Outros se submeterão voluntariamente (vv. 29,31). No serviço a Deus, e no Evangelho do Senhor Jesus Cristo, que foi propagado desde Jerusalém, há beleza e proveito suficientes para convidar os pecadores de todas as nações.

Vv. 32-35. Deus deve ser admirado e adorado com reverência e santo temor, por todos os que vão aos seus lugares santos. O Deus de Israel dá força e poder ao seu povo. Tudo podemos através de Cristo, que nos fortalece, e não de outro modo; portanto, Ele deve ter a glória de tudo o que fizermos, com a nossa humilde gratidão por capacitar-nos para fazê-lo, e por aceitar a obra de suas mãos em nós.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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