• 1 O deserto e a terra seca se alegrarão; o ermo exultará e florescerá como o narciso.
  • 2 Ele se cobrirá de flores, dará gritos de alegria e exultará. Receberá a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Sarom. Eles verão a glória do SENHOR, o esplendor do nosso Deus.
  • 3 Fortaleçam as mãos frouxas e firmem os joelhos vacilantes.
  • 4 Digam aos desalentados de coração: “Sejam fortes, não tenham medo. Eis aí está o Deus de vocês. A vingança vem, a retribuição de Deus; ele vem para salvar vocês.”
  • 5 Então se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos;
  • 6 os coxos saltarão como as corças, e a língua dos mudos cantará. Pois águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo.
  • 7 A areia escaldante se transformará em lagos, e a terra seca, em mananciais de água. Onde os chacais costumavam viver, crescerá a erva com canas e juncos.
  • 8 E ali haverá uma estrada, um caminho que será chamado de Caminho Santo. Os impuros não passarão por ele, pois será somente para o povo de Deus. Quem passar por esse caminho, mesmo que seja um tolo, não se perderá.
  • 9 Ali não haverá leão; nenhum animal feroz passará por ele nem será encontrado nele; mas os remidos andarão por esse caminho.
  • 10 Os resgatados do SENHOR voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo. Alegria eterna coroará a sua cabeça. Ficarão tomados de júbilo e alegria, e deles fugirão a tristeza e o gemido.

Versículos 1-4: O estado de esplendor do reino de Cristo; 5-10: Os privilégios de seu povo.

Vv. 1-4. A Judéia era próspera na época de Ezequias, mas o reino de Cristo é o propósito do grande tema. A graça que converte faz com que a alma, que era um deserto, se regozije com gozo e canto, e floresça abundantemente. o fraco e covarde é animado. Este é o desígnio do Evangelho. o medo enfraquece; quanto mais lutarmos contra ele, mais fortes ficaremos para fazer e sofrer; é o Senhor quem nos diz: "sê forte". Temos o auxilio daquEle que é poderoso. É dada a segurança da vinda do Messias para vingar-se das potestades das trevas, para recompensar com abundante consolo os que se lamentam em Sião; Ele virá e salvará. Virá novamente no fim dos tempos para castigar àqueles que têm transtornado o seu povo; e para dar descanso àqueles que foram perturbados, o que será uma recompensa plena por todos os seus problemas.

Vv. 5-10. Quando Cristo vier a estabelecer o seu reino no mundo, maravilhas e grandes prodígios serão realizados na alma dos homens. Pela Palavra e pelo Espírito de Cristo, os cegos espirituais foram iluminados, e os surdos aos chamados de Deus ouviram-no imediatamente. Aqueles que eram incapazes de fazer algo bom, pela graça divina tornaram-se ativos. Aqueles que não sabiam falar de Deus ou a Deus, viram os seus lábios sendo abertos para manifestar o seu louvor. Quando o Espírito santo desceu aos gentios que ouviram a Palavra, então foi aberta a fonte de vida. A maior parte da terra é ainda um deserto, e nela não são encontrados os meios da graça, adoradores espirituais, nem frutos de santidade. Porém, o caminho da religião e da santidade, do mandamento de Deus, será aberto; é o bom caminho antigo. o caminho ao céu é um caminho claro, e isto evita que os que têm pouco conhecimento e os indoutos percam o caminho. será uma vereda segura, e ninguém poderá fazer-lhes dano algum. Cristo, o caminho a Deus, será dado a conhecer claramente; a vereda do dever do crente será claramente delineada. Então, sigamos adiante alegremente, seguros de que o final do caminho será gozo eterno e repouso para a alma. Os habitantes da Sião do Evangelho se regozijam em Cristo Jesus, e seus pesares e suspiros fogem diante do consolo divino. Assim estas profecias são concluídas. Nossa esperança de gozo e perspectiva de vida eterna deve tragar todos os pesares e gozos do presente. Porém, de nada servirá admirarmos a excelência da obra de Deus se não chamarmos de nossas as suas preciosas promessas. Amamos a Deus como o nosso Criador, mas por que também deu o seu Filho para morrer por nós? Estamos andando no caminho da santidade? Façamos bem a nós mesmos com estas simples perguntas, ao invés de perdermos tempo com coisas que possam ser curiosas e que tragam entretenimento, mas nada proveitosas.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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