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Por essa razão, eu, Paulo, sou prisioneiro de Cristo Jesus por amor de vós, não-judeus!
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Se é que sabeis da dispensação da graça de Deus, que me foi concedida em vosso favor,
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e, como por revelação, me foi manifestado o mistério, conforme vos escrevi acima de forma resumida.
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Assim, quando ledes, podeis perceber o meu entendimento sobre o mistério de Cristo.
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Esse mistério não foi dado a conhecer às pessoas de outras gerações, mas agora foi revelado pelo Espírito aos santos apóstolos e profetas de Deus,
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significando que, por intermédio do Evangelho, os não-judeus são igualmente herdeiros com Israel, membros do mesmo Corpo e co-participantes da Promessa em Cristo Jesus.
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Fui nomeado ministro desse Evangelho, segundo o dom da graça de Deus, que me foi outorgada conforme a atuação do seu poder.
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Embora eu seja o menor dos menores de todos os santos, foi-me concedida a graça de proclamar aos gentios as insondáveis riquezas de Cristo,
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e revelar a todos qual é a dispensação deste mistério que, desde os séculos passados, foi mantido oculto em Deus, que tudo criou.
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A intenção dessa graça era que agora, mediante a Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos principados e autoridades nas regiões celestiais,
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conforme o eterno propósito de Deus realizado em Cristo Jesus, nosso Senhor,
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por intermédio de quem temos livre acesso a Deus em plena confiança, pela fé na sua pessoa.
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Portanto, rogo-vos que não vos desanimeis por causa das minhas tribulações em vosso benefício, pois nisso está a vossa glória.
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Por esse motivo, dobro o meu joelho diante do Pai,
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do qual se deriva toda a paternidade nos céus e na terra.
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Oro para que, juntamente com suas gloriosas riquezas, Ele vos fortaleça no âmago do vosso ser, com todo o poder, por meio do Espírito Santo.
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E que Cristo habite por meio da fé em vosso coração, a fim de que arraigados e fundamentados em amor,
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vos seja possível, em união com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade dessa fraternidade,
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e, assim, entender o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que sejais preenchidos de toda a plenitude de Deus.
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Àquele que é poderoso de realizar infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou imaginamos, de acordo com o seu poder que age em nós,
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a Ele seja a glória na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, por toda a eternidade. Amém!
Recurso de Estudo
Versículos 1-7. O apóstolo declara o seu ministério, as suas qualidades e a sua chamada; 8-12: Além do mais, aos nobres propósitos a que corresponde; 13-19: Ora pelos efésios; 20, 21: Acrescenta ação de graças.
Vv. 1-7. Por ter pregado a doutrina da verdade, o apóstolo estava preso, mas era um preso de Jesus Cristo; era objeto de proteção e de cuidado especial enquanto sofria por causa dEle. Todas as ofertas de graça do Evangelho, bem como a nova de grande alegria que este contém, vêm da rica graça de Deus; é o grande meio pelo qual o Espírito Santo trabalha a graça nas almas dos homens. O mistério é este propósito secreto de salvação, escondido, por meio de Cristo. Este não foi tão claramente mostrado em épocas anteriores a Cristo, como aos profetas do Novo Testamento. Esta era a grande verdade que fora revelada ao apóstolo, que Deus chamaria os gentios à salvação por meio da fé em Cristo. Uma obra eficaz do poder divino acompanha os dons da graça divina. Como Deus nomeou a Paulo para este trabalho, desta maneira preparou-o e deu-lhe os meios necessários para que o realizasse.
Vv. 8-12. Aqueles a quem Deus promove a cargos de honra, faz com que sintam-se baixos diante de seus próprios olhos; aonde Deus dá graça para que sejamos humildes, aí concede toda a graça que seja necessária. Quão alto o apóstolo fala de Jesus Cristo, das inescrutáveis riquezas de Cristo! Ainda que muitos não sejam enriquecidos com estas maravilhosas riquezas, de todo modo, que favor tão grande é que alguém as pregue para nós, e que estas nos sejam oferecidas! se não somos enriquecidos com estas, é nossa própria culpa. A primeira criação, quando Deus fez todas as coisas a partir do nada, e a nova criação, pela qual os pecadores são transformados em novas criaturas pela graça que converte, são de Deus por meio de Jesus Cristo. As suas riquezas são tão inescrutáveis e tão seguras quanto sempre foram, mesmo que enquanto os anjos adoram a Deus por sua sabedoria pela redenção de sua igreja, a ignorância dos homens carnais, que se julgam sábios a seus próprios olhos, condena a tudo como se fossem coisas néscias.
Vv. 13-19. O apóstolo parece estar mais ansioso pelos crentes, para que não suceda que se desanimem e desfaleçam por causa de suas tribulações, do que por aquilo que ele mesmo deveria suportar. Pede bênçãos espirituais, que são as melhores bênçãos. O poder do Espírito de Deus no homem interior; força para a alma; o poder da fé para servirmos a Deus e cumprirmos o nosso dever. se a lei de Cristo estiver escrita em nossos corações, e se o amor de Cristo for derramado por todas as partes, então podemos dizer que Cristo habita em nossos corações. Ele habita aonde o seu Espírito habita. Desejaríamos que os bons afetos fossem permanentes em nossa vida. Quão desejável é possuirmos em nossa alma a firme sensação do amor de Deus em Cristo! Com quanta força o apóstolo fala do amor de Cristo! A largura deste mostra a sua magnitude a todas as nações e classes sociais; o seu comprimento mostra que este vai de eternidade a eternidade; a profundidade mostra a salvação daqueles que submergiram nas profundezas do pecado e da miséria, e a altura, a sua elevação à felicidade e à glória celestial. Podemos dizer que aqueles que recebem graça sobre graça da plenitude de Cristo, estão cheios da plenitude de Deus. Isto não deveria satisfazer o homem? Deve encher-se com milhares de enganos, orgulhando-se de que com estes completa a sua felicidade?
Vv. 20,21. É sempre apropriado que terminemos as nossas orações com louvores. Esperemos mais, e peçamos mais, alentados por aquilo que o Senhor Jesus Cristo já fez por nossas almas, seguros de que a conversão dos pecadores e o consolo dos crentes será para a sua glória para todo o sempre.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público