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O ponto principal do que estamos dizendo é este: Temos um sumo sacerdote que se assentou à direita do trono da Majestade no céu,
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ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor ergueu, não o homem.
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Pois todo sumo sacerdote é constituído para apresentar ofertas e sacrifícios; por isso era necessário que este sumo sacerdote também tivesse alguma coisa a oferecer.
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Se ele estivesse na terra nem seria sacerdote, uma vez que existem os que apresentam ofertas segundo a lei,
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os quais servem naquilo que é figura e sombra das coisas celestiais, como Moisés foi avisado quando estava para construir o tabernáculo, porque lhe foi falado: Vê, faze conforme o modelo que te foi mostrado no monte.
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Mas agora tanto ele alcançou ministério mais excelente, quanto é mediador de uma aliança melhor, firmada sobre melhores promessas.
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Pois se aquela primeira aliança não tivesse defeito, nunca se teria buscado lugar para a segunda.
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8
Porque ele diz, repreendendo-os: Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma nova aliança.
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9
Não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão para tirá-los da terra do Egito; pois não permaneceram naquela minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor.
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10
Esta é a aliança que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor. Porei as minhas leis na sua mente e as escreverei em seu coração. Eu lhes serei Deus, e eles me serão povo.
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11
Ninguém terá de ensinar ao próximo, nem a seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles.
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12
Pois serei misericordioso para com suas obras más e não me lembrarei mais de seus pecados.
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13
Ao dizer que esta aliança é nova, ele tornou antiquada a primeira. E o que se torna antiquado e envelhece, está perto de desaparecer.
Recurso de Estudo
Versículos 1-6. Mostra-se a excelência do sacerdócio de Cristo sobre o de Arão; 7-13: A grande excelência do novo pacto em relação ao anterior.
Vv. 1-6. A essência ou o resumo do que aqui foi declarado é que os cristãos teriam um Sumo Sacerdote como o que necessitavam. Este assumiu a natureza humana, manifestou-se na terra e aqui se ofereceu como sacrifício a Deus pelos pecados de seu povo. Não nos atrevamos a nos aproximar de Deus ou em apresentar-lhe nada, senão em Cristo e através dEle, dependendo de seus méritos e mediação, porque somos aceitos somente no Amado. Em toda a obediência e adoração devemos nos manter dentro da Palavra de Deus, que é a norma única e perfeita. Cristo é a essência e a finalidade da lei da justiça. O pacto aqui aludido foi feito com Israel como nação, assegurando-lhes os benefícios temporais. As promessas de todas as bênçãos espirituais e da vida eterna, reveladas no Evangelho e garantidas por meio de Cristo, são de valor infinitamente maior. Louvemos a Deus porque temos um Sumo Sacerdote idôneo para nossa condição indefesa.
Vv. 7-13. A excelência superior do sacerdócio de Cristo sobre o de Arão é demonstrada a partir do pacto da graça, do qual Cristo é o Mediador. A lei não só fazia com que todos os submetidos a ela estivessem sujeitos à condenação pela culpa do pecado, mas era também incapaz de retirar a culpa e limpar a consciência do sentimento e do terror dela. Em contrapartida, pelo sangue de Cristo se provê a plena remissão de pecados, de modo que Deus não se lembrará mais deles. Uma vez Deus escreveu suas leis a seu povo; agora, as escreverá neles; Ele lhes dará entendimento para que conheçam e creiam em suas leis; dará memória para retê-las, corações para amá-las, coragem para professá-las e poder para colocá-las em prática. Este é o fundamento do pacto; e quando este é estabelecido, o dever é cumprido com sabedoria, sinceridade, presteza, facilidade, resolução, constância e consolo. Um derramamento pleno do Espírito de Deus fará a ministração do Evangelho tão eficaz que haverá um forte incremento e difusão do conhecimento cristão em todas as classes de pessoas. Que esta promessa se cumpra em nossos dias; que a mão de Deus esteja com os seus ministros para que um grande número de pessoas creia e converta-se ao Senhor! O perdão dos pecados será sempre encontrado na companhia do verdadeiro conhecimento de Deus. Observe a liberdade deste perdão: sua plenitude, sua certeza. Esta misericórdia que perdoa está ligada a todas as demais misericórdias espirituais: o pecado não perdoado prejudica a misericórdia e acarreta juízos; porém o perdão do pecado impede o juízo e abre uma ampla porta para todas as bênçãos espirituais. Perguntemo-nos se somos ensinados pelo Espírito Santo a conhecer a Cristo, de modo que o amemos, o temamos, confiemos e obedeçamos retamente. Toda a vaidade do mundo, os privilégios exteriores ou as puras noções religiosas se desvanecerão rapidamente, e deixarão em miséria eterna os que confiaram neles.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público