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Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos
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a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor.
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3
Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição,
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o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.
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5
Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas?
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E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria.
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7
Com efeito, o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém;
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8
então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda.
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9
Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira,
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e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.
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É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira,
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a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.
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Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade,
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para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
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Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.
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16
Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça,
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consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra.
Recurso de Estudo
Versículos 1-4: Advertências contra o erro de pensarem que o tempo da vinda de Cristo já estava muito próximo. Primeiramente haveria uma apostasia geral da fé, e a manifestação do homem do pecado, o Anticristo; 5-12: A sua destruição e a daqueles que o obedecem; 13-17: A segurança dos tessalonicenses contra a apostasia; uma exortação à constância e a oração por eles.
Vv. 1-4. Se surgirem erros entre os cristãos, deveremos corrigi-los; e os homens bons terão o cuidado de suprimir os erros que surgem por entenderem mal as suas palavras e atitudes. Temos um adversário astuto, que está vigiando para fazer o mal e fomentar erros, até em relação à interpretação das Palavras das Escrituras. Qualquer que seja a incerteza que tenhamos, ou quaisquer que sejam os erros que surjam a respeito da ocasião da vinda de Cristo, a sua própria vinda é iminente. Esta tem sido a fé e a esperança de todos os cristãos em todas as épocas da Igreja; esta foi a fé e a esperança dos santos do Antigo Testamento. Todos os crentes serão reunidos em Cristo para estarem com Ele, e para que sejam felizes em sua presença para sempre. Devemos crer firmemente na Segunda vinda de Cristo; os tessalonicenses estavam diante do perigo de questionar a verdade ou a certeza do próprio fato, por estarem equivocados quanto ao tempo. As falsas doutrinas são como os ventos que movem a água de um lado para outro, e que inquietam a mente dos homens que são tão instáveis quanto a água. Já é o bastante que nós saibamos que o nosso Senhor virá e levará todos os seus santos com Ele. Dá-se uma razão pela qual eles não deveriam esperar pela vinda de Cristo como se ela fosse imediata. Primeiramente deveria acontecer uma grande queda, que ocasionaria o levantamento do Anticristo, o homem do pecado. Já ocorreram grandes debates sobre quem ou o que se entende por este homem do pecado e filho da perdição. Ele não somente pratica o pecado, mas também promove e comanda o pecado e a maldade nos demais. É o filho da perdição porque a sua destruição está ordenada, e é o instrumento para destruir muitos, de corpo e alma. Assim como Deus fez-se presente no antigo templo e ali o adoravam, agora está em sua Igreja e com ela, da mesma maneira o Anticristo aqui mencionado é um usurpador da autoridade de Deus sobre a Igreja cristã, e reivindica que lhe sejam prestadas honras divinas.
Vv. 5-12. Algo serve como obstáculo ou detém o homem do pecado. Alguns supunham que fosse o poder do império romano, o que o apóstolo nem sequer mencionou de modo claro naquela época. A corrupção da doutrina e a adoração entraram gradativamente, e a usurpação do poder foi gradual; assim prevaleceu o mistério da iniquidade. A superstição e a idolatria foram promovidas por uma pretensa devoção, e foram fomentadas ao extremo do fanatismo e da perseguição pelo falso zelo por Deus e por sua glória. Então, o mistério da iniquidade estava somente começando; quando os apóstolos ainda estavam vivos, houve pessoas que fingiram ser zelosas por Cristo, mas que na realidade faziam oposição a Ele. A queda ou a ruína do estado anticristão já está decretada. A pura Palavra de Deus com o Espírito de Deus denunciarão este mistério da iniquidade, e em seu devido momento será destruído pelo resplendor da vinda de Cristo. Falsificam-se sinais e prodígios, visões e milagres, mas são sinais falsos, que sustentam doutrinas falsas; fazem prodígios mentirosos ou somente milagres simulados para enganar as pessoas. As obras diabólicas que o estado anticristão tem sustentado são notórias. Paulo descreve as pessoas que são os seus súditos voluntários. O pecado destes é o seguinte: não amaram a verdade, e portanto, não lhe deram crédito; agradaram a si mesmos com noções falsas. Deus os deixa entregues a si mesmos, então é certo que em seguida venha o pecado, e os juízos espirituais aqui neste mundo, e os castigos eternos no porvir. Estas profecias cumpriram-se em grande medida, e confirmam a veracidade das Escrituras. Esta passagem está perfeitamente de acordo com o sistema do papado, que prevalece na igreja romana e subordinada aos papas romanos. Ainda que o filho da perdição tenha sido revelado, ainda que tenha feito oposição e se exaltado acima de tudo o que se chama Deus, ou que é adorado, tenha falado e agido como se fosse um deus na terra, e tenha proclamado o seu orgulho insolente, respaldando as suas ilusões coto milagres mentirosos e toda a classe de fraudes, não foi completamente destruído pelo Senhor e pelo resplendor de sua vinda, porque ainda restam cumprir-se estas e outras profecias antes que chegue o fim.
Vv. 13-15. Quando ouvimos sobre a apostasia de muitos, é um grande consolo e alegria que exista um remanescente que esteja de acordo com a eleição da graça que persevera e que perseverará. Devemos nos regozijar, especialmente se estivermos incluídos neste número. A preservação dos santos dele-se ao fato de que Deus os ama com um amor eterno, desde o princípio do mundo. O fim e os meios jamais devem se separar. A fé e a santificação devem estar unidas, como estão a santidade e a felicidade. A chamada exterior de Deus acontece por meio do Evangelho; e este se torna efetivo por meio da obra interior do Espírito. A crença na verdade leva os pecadores a confiarem em Cristo, e a amá-lo e a obedecê-lo; estão selados pelo Espírito Santo sobre os seus corações. Não temos qualquer prova confiável de que algo mais tenha sido entregue pelos apóstolos, além daquilo que encontramos contido nas Sagradas Escrituras. Apeguemo-nos firmemente às doutrinas que foram ensinadas pelos apóstolos, e rejeitemos tudo aquilo que for acrescentado a elas, e as vãs tradições.
Vv. 16,17. Podemos e devemos dirigir as nossas orações não somente a Deus Pai por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, mas também ao próprio Senhor Jesus Cristo. Devemos orar a Deus em seu nome, não somente como o seu Pai, mas também como nosso Pai nEle e por meio dEle. O amor de Deus em Cristo é o manancial e a fonte de todo o bem que possuímos ou que esperamos. Há boas razões para que recebamos grandes bênçãos, porque os santos têm uma boa esperança por meio da graça. A graça e a misericórdia gratuitas de Deus são aquilo que eles esperam, e nas quais fundamentam as suas esperanças, e não em algum valor ou mérito próprio que possam ter. Quanto mais prazer tenhamos na Palavra, nas obras e nos caminhos de Deus, com mais certeza seremos preservados nestes. Porém, se vacilarmos na fé, e se tivermos uma mente duvidosa, vacilando e tropeçando em nosso dever, não será de estranhar se nos tornarmos alheios às alegrias da religião.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público